segunda-feira, janeiro 26, 2009

Caboclo alemão

É fato que tenho certa facilidade com línguas, aprendo rápido e me entendo bem, por isso não tenho pudor em sair puxando conversa mundo afora, mesmo pagando um ou outro mico.

É fato também, este embora muito menos explicável, que cantei músicas em alemão durante as comemorações do meu aniversário de 26 anos, ainda que estivesse longe do pleno exercício das minhas faculdades mentais devido a um episódio de consumo intenso de cerveja, bebida que não aprecio, tendo sido tal fato relatado a mim, posteriormente, pelos então colegas da SFA-AM que compartilharam tais momentos.

 Também estão registradas algumas tentativas de comunicação, por escrito e em ortografia e sintaxe corretas, com meu irmão, que é habilitado em alemão.

 Eu até acredito que venha um caboclo alemão ou algo que o valha quando do consumo de cerveja.

 Mas queria muito entender esta notícia...

 Cerveja em plena segunda-feira, cerveja como instrumento de revisão bibliográfica???

 Se eu for fazer isso sozinha, quem é que vai “cantar pra subir”???

AU AU AU!!!

sábado, janeiro 24, 2009

Meu "eu" anterior!


Ah! Bela hora para chegar uma lembrança como essa!!!

ah, e eu ADOREI!!!

Um amigo acaba de me mandar esta foto - diretamente do tempo em que não existiam máquinas digitais, portanto, tiveram de ser escaneadas.

See what I mean??? Ugh!

Jamais ia lembrar dessas coisas sem uma ajudinha...

Estou falando da calça baggy, dos chapeados e da sobrancelha sem tirar. Mas não dá pra dizer que não me diverti!!!

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Efeito calça baggy...

Ser mulher é complicadíssimo! A moda tem umas coisas...como dizer...é, ridículas, mesmo. E as outras mulheres são cruéis com quem não entende essas particularidades. Eu até tento ficar à margem disso, mas de vez em quando não resisto a ser um tanto ridícula, também...

Por exemplo, essa coisa agora de ser brega usar esmalte escuro no verão, e aí aparecerem essas cores vibrantes...

Rosa, lilás, fúcsia, vermelho-tomate...
Admito, são irresistíveis!!!

Mas ainda acabo me arrependendo disso!

Fiquei suuuuuperafim do vermelho-tomate!!! Fui lá, a manicure escolheu uma cor para colocar por baixo, colocou o verniz tomate por cima. Mó faina! Eu queria era dar risada no salão!
A cor é terrível! Parece que pintei as unhas com guache!!!


E tem mais coisa, né?

Por exemplo, o que você sente quando vê suas fotos com as horrendas calças baggy dos 80's?
...a mesma coisa vai acontecer com essa moda de calças boyfriend...

...a gente ainda vai se arrepender de ter usado isso...

Será que a gente faz de propósito? Pra testar se nosso estilo é imune ao ridículo???

Eu nem cogito!!!

O grande lance é se divertir!!!

Perder a capacidade de diversão e ter uma preocupação na cabeça é que não está com nada!!!

Estrangeirismos e seus efeitos...


"Dripping test"...
...pra quem não está ligando o nome à pessoa, Dripping test é aquele que a gente faz para verificar o percentual de água na carcaça do frango...
Em bom português, pra ver quanto do seu peso o frango nosso de cada dia perde após descongelar...uma das análises em físico-química de produtos de origem animal, oficiais, feitas pelo Lanagro (vai vendo a diferença quando você compra um frango não-inspecionado...).

Uma de nossas auxiliares pergunta ao chefe, ao preparar-lhe o ambiente para o Dripping Test:
"Doutor, hoje vai ter strip-tease?"

quarta-feira, janeiro 21, 2009

"São Paulo Fashion Geek"


Ao tempo em que São Paulo abriga a cosmo São Paulo Fashion Week, acontece a Campus Party, a so-called "São Paulo Fashion Geek".

Mas, ironia, a cobertura da Campus Party, onde os participantes aproveitam para experimentar internet em altíssima velocidade e outras tantas inovações na área, o servidor está fora do ar!

Roberto Amaral, citando Beef Point:


"[20/01/2009]

TO: detectado novo caso de estomatite vesicular

A Adapec (Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins) interditou na última sexta-feira, dia 16, a Fazenda Beatriz, localizada a cerca de 50 km do município de Pedro Afonso, região Centro-norte do Estado. A ação ocorreu devido a suspeita de estomatite vesicular em um bovino na propriedade, fato que foi confirmado laboratorialmente neste domingo, dia 18.

Segundo a diretora de Defesa Animal da Adapec, Márcia Helena da Fonseca, a fazenda que registrou o foco está isolada, e tem ao todo 14 bovinos, sendo que apenas um apresentou os sintomas da doença. "Além do acompanhamento sanitário no local do foco, a Adapec está realizando o monitoramento das propriedades rurais próximas à notificação, num raio de 10 km, e intensificando a fiscalização do trânsito de animais na região", falou, completando que todas estas medidas estão previstas pela Organização Mundial de Saúde Animal para contenção do vírus da estomatite na região.

Ain da de acordo com a médica veterinária, cerca de 14 médicos veterinários e fiscais agropecuários já estão no local para acompanhar o caso e estão sendo instaladas barreiras sanitárias, tanto fixas quanto volantes, para intensificar a fiscalização do trânsito de animais na região de Pedro Afonso. "Os levantamentos sanitários não provaram relação entre o caso de Pedro Afonso com os de Paranã e Jaú, registrados no Sudeste do Estado", completou.

Ainda nesta segunda-feira, dia 19, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) recebeu a notificação de estomatite vesicular registrado em Pedro Afonso. A informação internacional é obrigatória e interfere no intercâmbio comercial dos animais, seus produtos e subprodutos, principalmente, com o mercado Russo.

No dia 19 de setembro foi registrado o primeiro foco da doença no Tocantins, que ocorreu no município de Paranã, no Sítio Maré Mansa. Após o fim do sintomas da doença, a propriedade foi liberada no dia 05 de novembro. Já em 19 de outubro, foi notificada a doença em sete animais na Fazenda Boa Vista, em Jaú do Tocantins. A Fazenda foi desinterditada no dia 26 de dezembro.

A Estomatite Vesicular é uma doença infecciosa considerada endêmica nas Américas, ou seja, comum. Acomete eqüinos, bovinos, suínos, mamíferos silvestres, e pode ser transmitida ao homem. Os sinais clínicos nos animais são semelhantes aos observados na febre aftosa, como aftas, febre e salivação. O período de incubação vai de 2 a 8 dias, sendo que o curso da doença varia de 2 a 21 dias.

Adapec/TO - BeefPoint."

Destaque para "
fato que foi confirmado laboratorialmente neste domingo, dia 18."
Pois é, o domingo foi assim. E obrigado pela parte que nos toca!!!

Muito legal a ADAPEC ter deixado claro que a confirmação laboratorial se deu no domingo! Das outras tantas vezes, (outros, literalmente, Carnavais) ficaram dúvidas quanto à isso, quem sabe até porque a pessoa que teve dúvida não estava do outro lado para receber, no seu domingo, no seu feriado, o resultado que o laboratório tinha acabado de conseguir.

Antes de levantar dúvida sobre o trabalho de alguém, sempre verifique, portanto, se você cumpriu com sua parte em TODAS AS ETAPAS. Até na etapa de cobrar!

A ADAPEC está de parabéns pelo empenho e pelo zelo com as informações que envia e que recebe!!!

Localize Pedro Afonso no mapa:

segunda-feira, janeiro 19, 2009

"O tempo de vocês está marcado, não o desperdicem vivendo a vida alheia."

Steve Jobs - leia a íntegra do discurso legendário aqui.

"Panorama" da Revista Veja nas bancas hoje traz (outra) nota sobre a saúde de Jobs e as estranhas reações que causa.

Mas a recomendação é corretíssima.

É sempre mais difícil quando a vida de tanta gente parece ter muito mais realizações que a sua. É tanto mais verdade quanto mais você se fixar nisso.

Não tem jeito: Moooooove!!!

Segunda-feira é sempre um bom dia para começar alguma coisa. Qualquer coisa!

Boa semana!

quinta-feira, novembro 13, 2008

É, tem horas que não sei onde estava quando falei. Tem palavras que saem de minha boca que não sou capaz de reconhecer. Outra língua. Outras artes. E ardem!!!

Quando foi, já vem vindo. Engolir sapo, eructar estranheza. As palavras embolam e deixam a língua pastosa. Quando vê, já se cuspiu. Já se sujou.

Escrever é diferente. As palavras percorrem um caminho até aparecerem na frente dos olhos. Que vêem tudo e reprova tudo em tudo que é lugar. Elas não embolam, fazem fila nos pulsos. Às vezes, se autodestroem. Hum, tão voluntariosas!!! É. A gente deixa-se controlar enquanto controla (tem a ilusão de).

Às vezes também não dá pra saber o que aconteceu daquela vez. Que escrito é esse que não reconheço? Que palavras foram essas que não censurei?

É que a gente não é só de contar, mas do tenso e pretensioso ser. Ô verbo vaidoso! E é quase difícil não ser mais. Quase difícil. Mas quase alívio!

E quando você precisa a noite inteira pra mudar?
E quando você precisa passar tudo a limpo para aliviar?

Dá para passar a borracha? Dá para começar do fim? Dá para rasgar a página?

O grande segredo é que ao mesmo instante em que tudo se acaba, nada pára. Tudo continua. Não adianta. A gente tem de encarar o que vem, mesmo quando está andando de marcha-ré.

terça-feira, novembro 11, 2008

Questão de ordem.

É verdade, sim, que tenho pudor do que já fui, das postagens antigas desse blog, e até do que sai de minha boca a cada instante.

Isso não é nada senão vaidade, e é por isso que eu mesma me provoco.

A gente tem essa mania de se achar tão importante a ponto de acreditar que melhorou com o passar do tempo, com o aprendizado de dois segundos atrás, que ainda nem processou direito, até.

A gente tem mania de achar erros, como se os cometesse cada vez menos.

A gente tem até mania de achar que tem alguma coisa importante a dizer, e mesmo quando tem, de fato, acha que isso interessa a mais alguém.

Tudo isso.

Não nego minha vaidade, mas tenho em tudo que mantenho algo entre o vício e a paixão, algo entre o prêmio de consolação e a terapia - mas nunca pensando que o que eu gosto pode substituir alguma dessas coisas, diga-se de passagem.

A primeira frase embola na minha língua como o primeiro gole da coca-cola quente - aquela que tomo só porque acho que vou morrer...
A primeira frase volta. Vai para os dedos. Morre na mão. E dói!!!!
Ao fim do parágrafo, o alívio. Vida voltando.

As palavras cuspidas, morrem sem função alguma.
As coisas voltam ao seu devido lugar. Pronto!
Já deu, me desculpa. Merdas: melhor dizê-las que fazê-las, embora uma não evite a outra, necessariamente...

sábado, agosto 23, 2008

É, que às vezes tudo fica meio doido sim...
É que nem tudo que é para jogar fora a gente consegue. Sentimentos e tudo mais que eu nem queria ver. E acende a gente que não gosta de fumar. E confunde as gotas que caem do céu, do teto, dos olhos. E brilham no meio do gelo.
A noite é o dia de quem acaba de chegar. Todo o mar, cabe aqui. No meu copo. No meu olho.
A lua, se tem, vem me ver. Só ela.

Por quê? Porque a confusão me faz dar risada!. A minha sede se confunde com pimenta na boca.
Os desenhos de marca de lágrima me divertem agora.
Sabe o quê? Tem muito que pensar não...
A confusão, o sentir tanto, é porque sou muito feliz!

quinta-feira, agosto 21, 2008

Sabe o quê?
Olhar as coisas que já fiz me dá agonia, porque não sou nem o reflexo da pessoa que fui, ou da pessoa que pretendia ser...
E, no entanto, o que fui foi a base para o que me transformei, olha que coisa!
De qualquer forma...as coisas só tem valor se se relacionam
O homem sábio é aquele que sabe procurar a informação, agarrá-la, processá-la e cuspí-la fora
E então nunca mais olhar pra ela.
As coisas ciclam. Simples assim.
Não dá pra evitar. Não é uma coisa que você possa.
E, aliás, a gente não pode quase nada. E quem sabe disso...SABE TUDO!!!!

quinta-feira, agosto 24, 2006

Tua ausência, minha pedra de toque...

Como eu poderia dormir, se ouço chamar meu nome?
Teus lábios balbuciam a letra que compus
Eu posso ouvir
Teu cheiro entorpece todo este lugar
Teu calor preenche meus braços, mas tua ausência me deixa com frio
Tua imagem imprime-se ao longo de meu caminho
Tua lembrança me sacode, toda a noite
O caminho prende meus pés - já não posso ir a nenhum outro lugar, e não estás aqui
Teu esconderijo, meu pensamento
Lá fora, o mundo dorme e acorda
Daqui de dentro nunca te afastas
Espera aguda, que inflama
Vem, vem logo
Eu te quero ter e olhar por toda uma noite
Saber que é tudo de verdade, mesmo quando não estás
Tanta lágrima
Tanta dor
Valer a pena
Chorar
Sentir
Quando cansar, saber-se feliz



domingo, julho 09, 2006

O homem traz em si a santidade e o pecado
Lutando no seu íntimo sem que nenhum dos dois prevaleça
O homem tolo se põe a lutar por um lado
Até perceber
Que golpeia e sente a dor
Ele é o alvo da própria violência
Só então vê
Que às vezes o covarde é o que não mata
Que às vezes é o infiel que não trai
Às vezes benfeitor é quem maltrata
Nenhuma doutrina mais me satisfaz
Nenhuma mais

(Bi Ribeiro/Herbert Vianna)

terça-feira, julho 04, 2006

A questão não é apenas poder enxergar, mas conseguir desviar os olhos do próprio umbigo. Conseguir olhar para os lados. Até que um dia você finalmente consegue ver que somos todos iguais.

Hunf, igualdade, é? E a gente não consegue ver? Talvez ela embote a visão. Vai saber...

terça-feira, junho 20, 2006

"Saudade até que é bom, melhor que caminhar vazio * A esperança é um dom * Que eu tenho em mim... * Eu tenho, sim * Não tem desespero, não * Você me ensinou milhões de coisas * Tenho um sonho em minhas mãos * Amanhã será um novo dia * Certamente eu serei mais feliz..."
(Grande Peninha!)

De repente, a gente vira adulto.

De repente, a gente cresce. Quer dizer, de repente o tempo já passou, e a gente não sabe se evoluiu como ser humano. Aquele vazio que a gente sentia e achava que ia passar ao lado de um amor continua lá. O amor é lindo, mas o vazio não passa. A gente toma as decisões que achava que seriam as mais difíceis de todas - caso ou compro um guarda-chuva? Faço faculdade de Design ou de Física? - e percebe que não foi suficiente.
Será que um dia a gente deixa de se sentir adolescente?
Que fase!!!
Um pouquinho mais de segurança ao tomar decisões não vêm da habilidade de analisar melhor as coisas, mas de saber que os erros já não são mais tão raros e ninguém morre por causa deles. Quer dizer, não todas as vezes.
A gente tem muito mais dúvidas e frustações. Algumas coisas não se pode mais fazer, porque o tempo passou. Colo da mamãe, nem sempre dá pra pedir, né?
Ow! Cadê a parte boa de crescer???
Por que parece que a gente não aprendeu nada, se não estamos mais sob a benção da ignorância e por isso sofremos?
E de repente meu riso de felicidade me soa bobo, bobo. E de repente minhas lágrimas de desabafo se tornam inúteis e infantis. E de repente se deu o crepúsculo da minha existência sem eu ter aprendido a acender a luz.
Tão pequena, no pé da porta, me pergunto: estou mais dentro, ou estou mais fora?
Entro. Mas decididamente, brincar de adulto não é legal.
Quero minha mãe. Quero meu pai.

quarta-feira, maio 24, 2006

Eu queria ser artista, hehehe. Não a palhaça que sou, é lógico. Mas artista mesmo. Meu sonho sempre foi ser bailarina clássica. E cantar. Mas a minha voz é horrível. Pelo menos era o que todo mundo dizia. Tentei participar de um coral uma vez – um coral tem lugar para vários tipos de vozes, afinal. Não teve jeito. “Gente, ainda tá ruim, vamos, mais uma vez.” “Gente, de novo, ainda não está bom.” E aí eu experimentava ficar quieta, só uma vez: “Aaaaah...agora sim, muito bom!” Era humilhante e a coisa não durou muito.
As músicas eram a expressão adequada da minha melancolia. E cantar era a forma de exorcizar meus sentimentos sem precisar assumir o que eu sentia.

Uma vez, falei ao Guto que minha maior frustração era não saber cantar. E ele disse: “Você preferia não saber cantar, ou não saber dançar?”
Apesar de uma coisa nada ter a ver com a outra, conformei-me para todo o sempre!

Um dia me chamaram para cantar no coral da Igreja. De tão resignada, perguntei às meninas do coral se elas estavam loucas, se já tinha me ouvido cantar. “Todos os domingos. Não muitas pessoas sabem a letra dessas músicas, dá pra perceber.” Me deu força para continuar cantando nas missas, mas não acreditei totalmente.

Ano passado teve um curso de inspeção de pescado, todos os meus “ídolos” da inspeção de pescados lá. Numa festa, pegaram violão, puxaram uma irresistível bossa nova. Já meio “vermelha”, comecei a cantar. “Você tem uma bela voz, e canta muito bem!” Meu senso de ridículo não me deixou acreditar. Mas mais tarde ele repetiria. Ora, sei que não é verdade, tenho amigos sinceros, falei. “Não acredite. Você realmente tem uma bela voz.” Não era cantada, prometo. E então? Tem jeito?
And I'd give up forever to touch you
Cuz I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
Cuz sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight
And I don't want the world to see me
Cuz I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah, you'd bleed just to know you're alive
And I don't want the world to see me
Cuz I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And I don't want the world to see me
Cuz I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And I don't want the world to see me
Cuz I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am

Pais são sempre tão previsíveis e adoráveis.

Meu pai voltou a trabalhar e começou a usar a internet. Sempre manda e-mails com o mesmo título: Saudades. Sempre começa o texto com: “Querida filha”. Sempre lembra do Léo em seus pedidos e sempre pede bênçãos a Deus. Sempre assina o nome completo.
Ah, pai! Se soubesse o quanto admiro tanta devoção por nós, tanto apego a Deus...
Se soubesse o quanto me sinto confortável com sua previsibilidade...
Às vezes certas coisas me enchem, é verdade. E não gosto do modo ríspido que fala, um tanto sem paciência para tratar-nos quando perto, um pouco grosso até, eu diria. Mas nada que me faça amá-lo menos. Sei que as pessoas têm defeitos e não as culpo por isso. São os espinhos da convivência, como na história dos porcos-espinhos que devem ficar próximos para não morrerem de frio, suportando os defeitos um do outro.
Ainda, admiro a abertura à tecnologia. Ainda que tivesse resistido ao e-mail, ainda que não se sinta à vontade com esse tipo de comunicação, como creio que aconteça, sempre esteve informado sobre as novidades tecnológicas, mesmo sem acessar a internet, mesmo sem usar. Sobre as tecnologias, nunca foi nem avesso nem fissurado. Bom, bem verdade que seus celulares têm sempre mais novidades que os meus, hehehe.
E gosto do jeito que ri, tão simpático quanto nervoso, na foto do álbum de casamento.
Pai, eu te amo do jeito que és. Com todos os defeitos. Queria que mudasse sim, para diminuir seu próprio sofrimento. Mas sempre serás meu pai, the first and the one, e até pelo outros reconhecido por suas singularidades.

Eu casei. E mudei?

Algumas coisas. Sobra menos tempo pra tudo. Vivo no exercício diário de dividir tudo com outra pessoa. Não posso dizer que não gosto. Mas é que expõe todo o nosso ser e o nosso saber às imperfeições.
Queria todo o tempo do mundo, e ainda seria pouco, pra gastar com todo mundo que gosto. Meu marido, minha família, meus amigos, meus pacientes. Meus vírus, também!
Mas tenho sido boa com eles. Minhas reações estão cada vez mais lindas. Dá até vontade de fotografar.

segunda-feira, maio 22, 2006

I said I would be back!

Voltei.
Voltei a ser virótica, voltei a ser internética.
Joguei fora tudo o que não servia mais e deixei pra trás o que não é mais tão importante.

"Eu já não sou o que era, devo ser o que me tornei." (Coco Chanel)

E dizem os chineses que a gente deve descartar tudo o que é supérfluo, porque as coisas supérfluas tiram o foco do principal, desequilibram energias, impedem a gente de chegar ao objetivo.

Então tá aí um blog limpo, com postagens arquivadas.
Tá aí a nova Paulinha! Mas num papel antigo: Virótica!

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Está chegando a hora...
Meninas, quem quiser colocar o nome na barra do meu vestido, entregue o papelzinho dia 7, às 19:30 h, no Aeroporto do Galeão, quando eu estiver chegando de Manaus. Ou deixe com a minha mãe ou com minhas queridas Ana Carolina e Nadja, que me ajudarão nos preparativos.
Agora...é só esperar!
Aiaiai...

quarta-feira, novembro 16, 2005

O que mais queremos ganhar de presente? Orações. Muitas orações por nós dois.
Acontece que as coisas não saíram exatamente conforme planejado. Não sabemos se isso é bom ou ruim, mas acreditamos que Deus jamais providencia coisas sem motivo. Pode ser que a missão de nós dois em Belém seja mais importante agora. Vai saber?
Não acreditamos em destino, mas acreditamos em uma ordem maior para as coisas, ou sei lá o que exatamente.
O fato é que, entre as aventuras de organizar um casamento à distância, administrar cerca de 1800 milhas entre duas pessoas que se amam e começar uma vida juntos, vamos enfrentar duas mudanças, cada um para um lugar. Vender quase tudo, empacotar algumas coisas, e seguir o caminho. E acostumar, porque isso deve ser só o começo...

segunda-feira, outubro 31, 2005

Nova Iguaçu só tem um hotel, né? Na verdade, apart...o Mont Blanc, bem perto... Av. Doutor Mário Guimarães, 533, telefone (21) 3759-9600 (reservar pelo menos 10 dias antes).

domingo, outubro 30, 2005

"Não suporto mais tua ausência
Já pedi a Deus paciência..."

quarta-feira, outubro 26, 2005


Aqui vai um mapa englobando vários acessos, um esquema desenhado à lápis pelo Léo. Clique na imagem para aumentá-la.
Vamos tentar fazer um mapa no paint. Visite este post novamente mais tarde.
Correção: a bandeirinha vermelha está numa casa em frente ao Hospital de Iguaçu, que fica atrás da Igreja, porém, na rua da Igreja. E a Rua Juiz Moacir Marques Morado se chama hoje Rua Dr. Paulo Froés Machado.
- Quem vem da Estrada de Madureira, vem pela Av. Abílio Augusto Távora e entra na Rua Alfredo Soares, seguindo nela até o fim.
- Quem vem pela Dutra, acaba pegando um trechinho da Av. Abílio Augusto Távora, também, e seguindo pela Alfredo Soares.
- Quem vem por Deodoro, vem pela Bernardino de Melo e entra na Rua Dr. Paulo Froés Machado.


Olha o mapa da região da igreja, tirado do site Apontador.
(clique na imagem para aumentá-la)
Como chegar, para quem vem pela Av. Brasil e quer ir seguindo paralelo à linha férrea (Ramal Japeri):
1. Entrar na direção de Ricardo de Albuquerque, fazer o balão, contornar à esquerda no sinal
2. Seguir reto, paralelo à linha férrea
3. Após 4,5 km, passará pela Estação de Anchieta; seguir direto em direção à Nilópolis
4. Após 6 km, passará pela Estação de Olinda; após 7 km, passará pela estação de Nilópolis; a seguir vem a Estação de Edson Passos, antes da Estação de Nilópolis
5. Após 10 km, não subir o viaduto de Mesquita; dobrar à esquerda, dobrar à direita, depois novamente à esquerda, e então à direita e à esquerda, contornando a praça e retomando o caminho
6. Passar a Estação de Presidente Juscelino.
7. Após 13,5 km, estará na Rua Bernardino de Melo. Seguirá em frente, sempre paralelo à linha férrea, observando à direita o Hotel Vison, o Colégio Iguaçuano, dobrar na primeira rua à esquerda após a Estação de Nova Iguaçu (após o terminal de ônibus), são mais ou menos 15 km desde a saída da Av. Brasil
8. Esta rua à esquerda é Paulo Froés Machado; subindo, logo verá a pracinha da Igreja, a entrada ficando no lado oposto.

terça-feira, outubro 25, 2005

"Vem depressa pra mim que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais...
Já me acostumei com a tua voz
Quando estou contigo estou em paz...
Quando não estás aqui
Meu espírito se perde
Voa longe, longe, longe..."

segunda-feira, outubro 17, 2005

Nosso casamento será no dia 09 de dezembro de 2005, na Igreja Nossa Senhora de Fátima e São Jorge – Rua Getúlio Vargas, 220 – Centro – Nova Iguaçu – RJ, às 20:00 hs.
Ahá! Você veio aqui atrás de uma linda história de amor?
"Léo & Paula, que novidade é essa? Vão casar?" Pois é. Como é que é isso, namorar tanto tempo e planejar tudo assim, de uma hora para a outra. Pois é. É que a gente não aguenta mais ficar separado. Nem um minuto! Estamos contado as horas para ficarmos juntos, já tem bastante tempo...


Nossa história foi marcada pelas distâncias e em parte foi por isso que ela aconteceu.
A responsável pelo encontro foi nossa madrinha Graziela. Ela dizia para um e para outro que nós tínhamos de nos conhecer!
Eu estava quase me formando no CTUR e ele era calouro do Colégio Naval. Ela levou fotos de um para o outro.
Minha turma fez uma festa junina para arrecadar dinheiro para a formatura e lá nós fomos apresentados! Ele diz que eu não dei bola para ele... mas eu estava trabalhando na barraca da turma! Falamos por telefone mais uma vez, trocamos recadinhos... mas o novo encontro só aconteceu na formatura do CTUR, 28/12/1995. Neste dia, o incentivo foi forte: Tia Solange ressaltando as qualidades dele para minha mãe, e a gente pode conversar e dançar... Não ficamos juntos nesse dia, mas soubemos que iríamos ficar... Ele ligou do acampamento para desejar "Feliz Ano Novo" e pensa que eu esqueci...
Marcamos um encontro no aniversário de nosso amigo Bodão, em 1996. A gente ficou junto nesse dia! Daí, a gente nunca mais se separou, porque quando ele achou que a gente ia se separar - porque eu morava longe, porque ele ia para Angra, porque a gente sentia saudade - ele disse que ia para minha casa... Foi duro, né? Caiu toda a chuva do mundo neste dia, o carro enguiçou... Hunf! Não sei se começo ou prenúncio das dificuldades... Foram tantos anos em Angra, as idas e vindas no Japeri-Campo Grande (valeu Celso!), que nem existe mais... e que tinha um horário *&%$@#!
Veio Villegagnon, VIGM, Fragata União e Manaus!!!!
Lembra que na época do Colégio a gente só se falava uma vez durante toda a semana letiva? Quarta-feira, dia em que todas as namoradas ligavam para os alunos? Quantas cartas??? E em Villegagnon? Que todas nós ligávamos para o telefone do Domingos (sempre simpático e compreensivo, ele e a Cristiane...)? E as muitas cartas durante a viagem? Esperar duas horas, sem esperança, no aeroporto de Toulon? Seguir sozinha de Toulon para Civitavecchia? E os tempos de União? Santos, Vitória...
E agora? Essa passagem cara, esses horários loucos... todo o cansaço de viajar 10 horas e dois fusos...
Ficamos noivos no dia 24 de julho de 2004; eu, recém-chegada de Brasília e prestes a ir para Manaus, para poder levar uma lembrança um do outro no dedo e para começar a planejar o que a gente ia fazer dessa vez...porque essa seria difícil... e foi, esta distância de agora foi a pior de todas!
Me vêm lágrimas nos olhos de lembrar do Padre Maciel, aquele dia na missa, nos dando a benção e pedindo orações para que eu tivesse forças para ficar em Manaus...
Agora, já passou um ano e dois meses...
Nem sei que gosto tem isso tudo. Tô louca para chegar!!! Queria que a vida tivesse uma tecla "fast forward"!!!!
Só quero abraçar! Para sempre!


segunda-feira, julho 12, 2004

"O homem é triste por duas razões: porque ignora ou porque espera." (Camus)

sábado, junho 19, 2004

A Longa História da Garota Enxaqueca!
Dessa vez vou quebrar o silêncio. Até porque, sem poder falar, sinto uma vontade louca de falar como nunca! PRECISO dizer o que está acontecendo comigo. Ou o que eu acho que está acontecendo. Ou o que aconteceu e o que tem acontecido, simplesmente.
Acontecem coisas estranhas. Agora, mais do que nunca. Aparecem outras pessoas falando coisas que nunca apareceram.
Seguinte...eu tive umas crises diferentes dessa vez. A quem pergunta: “que crises?”, vou mandar o flashback: comecei a ter dores de cabeça fortíssimas aos 6 anos de idade. Não lembro detalhes do diagnóstico da época, do quanto amolei meus pais. Mas lembro da dor! É exatamente a que sinto até hoje!
Na época, meus pais pensaram até que fosse puberdade precoce. Minha cabeça latejava e eu sentia enjôo, que eu, criança, achava que era dor no estômago. Fiz trocentos exames!
Passei por vários médicos! Tomei anticonvulsivantes, antialérgicos, antidepressivos tricíclicos, remédios para labirintite, propanolol. Uso um remédio nas crises que custa mais de 20 reais um único comprimido, e agora um único comprimido não basta, às vezes, nem dois. Sempre carrego comigo.
Cheguei à fase do “tudo dois”: dois tylenol, dois ormigrein, dois ponstan, dois maxalt. Sem cerimônia para repetir a dose duas horas depois, se não estiver bem. Não penso em efeitos colaterais, se a dor me faz pensar que vou morrer de tanta dor. Claro, não abuso de paracetamol, pois a necrose hepática que ele causa ainda me mete medo.
Passei por situações inacreditáveis por causa da dor, daria um livro! E aprendi algumas coisas sobre ela. Do ano passado pra cá, elas se tornaram mais frequentes. Neste período pré-mudança para SP, sem ter um lar lá, sem ter tese, nessa relação de amor e ódio que todos os mestrandos tem com suas teses, as crises se tornaram atípicas. Desmaiava com muito mais frequência. Tinha crise durante 10 a 12 dias direto, me afastando de toda e qualquer atividade. Nem quero pensar em quantos dias de trabalho na tese eu perdi por conta disso!
Passei a ter atitudes que pnsava serem apenas defensivas: usar cafeína me traz um alívio incrível, e eu passei a exagerar um pouco. Prender o cabelo ou mesmo pentear me dói a cabeça, e eu passei a deixá-lo, chegava até a imaginar, quando ia nos casamentos de amigos: “Pena, acho tão bonito noiva de véu e grinalda, e não vou poder usar, vou ter de entrar na igreja de cabelo solto (que acho horrível para noiva!), senão vou terminar a cerimônia com dor de cabeça!” Percebi que se dormisse direto tinha dores, e passei a dormir 4 a 6 horas por noite, ou acordar a cada 4 h. Ficava sonolenta, mas sem dor! A menstruação piorava as dores, eu torcia para não menstruar – tive apenas 5 menstruações em 2002 e somente uma este ano.
Com a proximidade da data de ida para SP, a coisa piorou! Tensão, só pode ser. Nos primeiros dias do mês, comecei nova crise, mas esta era um pouco diferente, eu sentia as faces quentes, a cabeça grande e uma sede insaciável. Litros de água e de homeopatia – estava me automedicando, é lógico! Perdi totalmente a voz, pela primeira vez na vida. Não emitia nenhum som, um chiado, talvez...um miado! Procurei um endocrinologista, achei que essa sede toda e a ausência de menstruação pudesse ser hiperadrenocorticismo. E decidi procurar uma especialista em cefaléia, uma pessoa que só trabalhasse com dor de cabeça, e não um neurologista comum. Cheguei ao meu limite! Ao limite da sanidade! Só conseguia adormecer às 4 da manhã, e, na segunda-feira desta semana, tive coragem de me abrir com meu namorado. Eu estava apavorada, e chorava, chorava de medo: não queria dormir porque eu saia que ia acordar com dor de cabeça! Sabia que aquilo não fazia sentido, mas não conseguia parar! Ou será que fazia? Afinal, eu estava com dor de cabeça havia mais de 10 dias! E sempre ia dormir bem, e acordava terrivelmente mal. Na minha cama, olhando para cima, apreensiva e com medo, pavor de dormir, levantando várias vezes durante a noite para beber água... Estou ficando louca, meu Deus! Mas esta parte não tive coragem de contar a ninguém.
O endocrinologista falou que posso ter uma tireoidite linfocítica. Estou aguardando o resultado dos exames.
No dia seguinte, visitei a especialista. Que, claro, não tem convênio com plano nenhum, cobra uma fortuna, e isso foi suficiente para me deixar nervosa. Eu mal conseguia falar, eu mal conseguia pensar. Mas contei a história de minhas dores desde os 6 anos de idade. Não comentei sobre a minha crise de choro. Não comentei sobre nenhuma crise de choro. Sei lá, não consegui! Ela disse que minha história é muito rica, não dá para arriscar nada, pois já tive dores de todos os tipos. Tenho de fazer mil exames e um relatório sobre minhas dores por 4 meses, no mínimo. A suspeita mais forte dela é de que posso ter um tipo de crise convulsiva incompleta. Mas posso ter uma lesão numa região mínima do lobo temporal. E ainda hipotireoidismo ou diabetes insipidus! Fiz muitos exames, preciso fazer mais, e me isolei em casa porque não consigo falar. 
E ainda não consigo dormir e ainda acho que estou ficando louca.
Na terça apanho exames e faço outros. Rezem por mim. A única coisa que tem dado certo, atualmente, são as orações. 

Sites interessantes sobre enxaqueca
Enxaqueca
Dor de Cabeça
Sociedade Brasileira de Cefaléia
Vejam este post. Endosso: também adoro vacas, aninha! Este tipo de vacas. E os outros, também.
Citando LF:
Fui procurar 'Lula' nas Comunidades do Orkut e saiu um resultado muito engraçado!
A primeira Comunidade por ondem de popularidade se denomina 'Morte ao Lula', com 102 membros!

A segunda é sobre ceLULAres. A terceira é a 'Lula´s Drink Problm' [assim mesmo, sem 'e'] e tem um review muito engraçado, num inglês porco:
""It's a wonderful community, full of inteligent indians, amazing big-ass girls and painted-onças" -- Larry Rother"

A quarta também é sobre celulares. A quinta chama-se 'Onde Estará o Dedinho de Lula?' e se ocupa de questões como:

1-Onde estará o dedinho de Lula hoje?
2-Porque não usou "super-bond" para colá-lo novamente?
3-Quando o Lula morrer se reencontrará com seu dedinho novamente?

É, pelo jeito é bom que a invasão brasileira do Orkut se converta numa invão vermelha, senão tamos fudidos...
Goebb@10:57 PM

terça-feira, maio 04, 2004

"Olha lá, quem acha que perder é ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitoria e perde a gloria de chorar...

Eu que já não quero mais ser um vencedor
levo a vida devagar pra não faltar amor..."

"E eu que já não sou assim,
muito de ganhar
Junto as mãos ao meu redor,
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz..."
(Los Hermanos - "O Vencedor")

sábado, maio 01, 2004

Aliás, falar no Mengão... Bem, pra quem não sabe, eu fui daquelas beeem doentes por futebol! Escalava todos os times do Rio de Janeiro, vestia a camisa em dias de jogos, escrevia o placar e os gols na agenda (quem me conhece sabe que minhas agendas eram uma coisa, descrição completa e ilustrada da minha vida!), cheguei a escrever "Sávio" na testa com lápis de maquiagem, antes de ir pra escola (e eu já estava no terceiro ano do 2º grau!), depois de um jogo em que ele havia marcado três gols... Hoje estou beeem longe disso, apesar de comentar e criticar como nenhuma outra mulher... O fato é que...olhando, ninguém diz que fui assim! Aliás, ninguém diz que eu fui muitas coisas...lá na loja, outro dia, ficaram chocados quando a Graziela, trabalhando em meu lugar, contou que eu era bailarina clássica. Foi uma surpresa geral! Dessa vez, a Andréa contando que tinha ido à final...contei de uma experiência única que tive no Maraca...
Aconteceu em 94... Decidimos ir a um jogo de última hora...chegamos uns 20 minutos atrasados e, imagina, fomos procurar lugar entre a Jovem e a Raça!!! É claro que, ao passar na frente de muitos que estavam sentados, logo a galera começou a gritar: "Piranha, Piranha, Piranha..." Eu e Aninha paralisadas, tão inseridas na emoção daquele momento que ela me puxou pelo braço e disse "Aaaaaai, que emoção, já sentiu a Raça gritando pra você antes???"
Posso dizer que foi uma experiência única, a torcida do Flamengo me chamando de "Piranha"!
Flamenguistas, graças à Deus!
Minha sobrinha está com 1 ano e 4 meses, a idade mais gostosa!!! Na quinta passada, meu cunhado contava das gracinhas que ela aprendeu a fazer desde a última vez que a vimos (há uma semana, hehe!). Mostrou ela falando "lápis de cor" (coisa mais gostosa!) e "lagartixa", muito engraçada, posto que ainda está na fase das duas sílabas. Contou das brincadeiras, de como responde perguntas, do que cada um ensinou a ela.
"- Eu só não sei" - ele concluía - "quem ensinou ela a cantar 'Poeira'..."
Não acreditei na incrível capacidade de retenção de aprendizado desta criança e fui obrigada a confessar, orgulhosa: "Ah...fui eu...naquele dia da final do Carioca...mas eu não pensei que ela fosse aprender, vocês deixaram ela comigo tão pouquinho naquele dia..."
Meus compadres, ele, botafoguense, ela, vascaína, não podiam acreditar. Graziela dizia: "Viu, eu falei que era perigoso deixar ela perto da Paula naquele dia..."
Não fiz nada! Me deram ela no colo, o jogo já terminado, eu virei a menina para a TV e apontei: "Olha, a festa do Mengão!"
Quando começou a mostrar a festa da torcida, a menina deu um suspiro e abriu o maior sorriso do mundo! Daí, eu pude entender o que não se pode lembrar: não há reação como aquela de quando a gente vê a "magnética agradecida" pela primeira vez...
Não espero que ela vá se tornar flamenguista, já que tem pouco contato comigo e sou a única que poderia salvá-la. Mas entendo o que chegou a encantá-la.

segunda-feira, abril 26, 2004

Do blog Uma outra estação..., que gostei muito...

“Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento.”
(Clarice Lispector) (Dava uma boa frase para o pré-textual de uma tese de mestrado!)

“As pessoas superiores são governadas pela ética; as demais pela lei.”
(pensamento chinês) (...de uma tese de doutorado...)

“Tenho absoluta certeza de que vim ao mundo como exemplo. Só falta descobrir de quê.”
(Millôr) (...de uma carta pra mãe...)

“Tem gente que faz, tem gente que manda fazer, e tem gente, como eu, que apenas pergunta o que foi que aconteceu.”
(Millôr) (...da minha biografia...)

quarta-feira, abril 21, 2004

"Fazer um desenho nas costas da mão
Despir a consciência das dores morais
Jogar uma vaca do 10º andar
Viajar sob a lua que varre os sertões
Uma ostra chilena, um beijo em Paris
Se cortasse o cabelo e mudasse o nariz
Se Vital escrevesse a Constituição
Se eu nunca quisesse quem nunca me quis
Ser dois e ser dez e ainda ser um
Se a vingança apagasse a dor que eu senti
Ser seco, ser reto, isento à moral
Se eu nunca lembrasse o estrago que eu fiz
Tudo isso me faria feliz

Absurdos me fariam feliz
Pero nada me hará tan feliz
Como dos margaritas..."
(Paralamas - Dos Margaritas)

domingo, abril 18, 2004

... Flamengo até morrer, eu sou!!! ...
E o vascuzinho é... VICE DE NOVO!!!

sexta-feira, abril 16, 2004

"Sou meu próprio líder, ando em círculos
Me equilibro entre dias e noites
Minha vida toda espera algo de mim
Meio-sorriso, meia-lua, toda tarde..."


Legião Urbana podia ser a trilha sonora de meus sentimentos...
Furo de Reportagem!!!
Caraca!!! Hoje trabalhei, e meu celulite não pega na clínica. Deixaram a seguinte mensagem na caixa postal de voz: "Rivaldo! Aqui é o ... (initeligível)! Estou aguardando resposta sobre a contratação! Liga pra mim!"
O número era do Rio de Janeiro.
Será que o Rivaldo vem pro Mengão???
Mas ó, essa de confundir meu telefone... Não é à toa que sou a FlaPaulinha!!!!

segunda-feira, abril 12, 2004

Jesus está aqui neste momento
Sua presença é real em meu viver
Entrega tua vida, teus problemas
Fale com Deus, Ele vai ajudar você.
Deus te trouxe aqui para aliviar os teus sofrimentos
É Ele o autor da fé do princípio ao fim de todos teus tormentos
E ainda se vier noites traiçoeiras,
Se a cruz pesada for Cristo estará contigo
O mundo pode até fazer você chorar,
Mas Deus te quer sorrindo...

Seja qual for o seu problema,
Fale com Deus, Ele vai ajudar você
Após a dor vem a alegria,
Deus é amor, não te deixará sofrer.
Deus te trouxe aqui para aliviar os teus sofrimentos
É Ele o autor da fé do princípio ao fim de todos teus tormentos.

E ainda se vier noites traiçoeiras,
Se a cruz pesada for Cristo estará contigo
O mundo pode até fazer você chorar,
Mas Deus te quer sorrindo...

(Padre Zeca)


sexta-feira, abril 02, 2004

Olha que maneiro este blog! Tá certo, não ficam lá essas coisas, mas fazer poesia com os "subjects" dos spams é no mínimo curioso!

quarta-feira, março 31, 2004

Isto é São Paulo...
- uma e hora e vinte minutos para andar 7 km...(Marginal Tietê 10:30 da manhã! Isso é hora de engarrafamento?)
- ficar no vácuo na hora de dar o segundo beijinho de seu cumprimento
- um podrão por R$ 5!!! E um misto-quente nas barraquinhas de rua por R$ 3!!!
Por que não me acostumo a falar daquele jeito que a Letticie fala?
Aqui, um dicionário paulistês-carioquês...resumido...

- Farol é aquela estrutura par na frente dos carros. Aquelas luzes vermelhas, amarelas e azuis nos cruzamentos se chamam sinais de trânsito.
- Carta é quando você escreve para alguém. Aquele documento que você precisa para dirigir um carro chama-se carteira de motorista.
- Guia é quem orienta um grupo de turistas. Na borda das calçadas existe é o meio-fio.
- Dormitórios...hum...aqui chamamos quartos. Até porque não costuma servir só pra dormir.
- Bolacha você dá na cara de alguém que mereça. Para comer, biscoitos – doces ou salgados. (Essa é indiscutível, nunca vi uma embalagem contendo “bolachas”).
- Três “real” é compreensível, agora eu faço justiça: três “barão” é que não é!
- Balada eu nunca soube o que era – minha amiga são-paulina (que assim me contaminou) Karina que o diga...Carioca sai é “pra night”.
- Xavecar eu ainda não entendi...Parece que é quando você chega em alguém...
- “Estar acostumado a” alguma coisa, como se diz aí? Aqui no Rio é “ser chegado a”...
- “Vamos combinar”, vocês usam por aí? Aqui é o equivalente mauriçola de “Vô ti dizê”. Ex.: “Vô ti dizê que eu até que sou chegada na night paulistana...sô mermo, cara!”
- Cumprimento básico: “Qualé, cara?” Resposta: “Fala aí, mermão!”
- Ao concluir tarefa complicada: “Ah, muleque!”
- Atualização do “Demorô!”: “Já é!”
- Atualização do “Pergunta se macaco quer banana?”: “Sempre rola” ou “Toda hora”.

Fala sério, né?




terça-feira, março 30, 2004

"Já não sei dizer
Se ainda sei sentir
O meu coração já não me pertence
Já não quer mais me obedecer
Parece agora estar
Tão cansado quanto eu.
Até pensei que era mais
Por não saber que ainda sou capaz de acreditar...
Me sinto tão só
Me dizem que a solidão até que me cai bem...
Às vezes faço planos
Às vezes quero ir pra algum país distante
Voltar a ser feliz..."
Além de fazer tudo errado sempre, desperdiçar todas as chances de acertar, não só, de não fazer o errado...perder todo o tempo imaginando como tudo seria diferente se tivesse feito diferente...sempre mais do mesmo...

“Contra minha própria vontade, sou teimoso, sincero e insisto em ter vontade própria...”

Eu não acredito em astrologia, destino, essas coisas. Mas queria acreditar nessa coisa do inferno astral. Porque aí teria esperança de que tudo vai se acabar daqui a uma semana. Ou que pese o tal do “um-quarto-de-século-de-vida” e me ensine alguma coisa. Aprendi a esperar, mas não tenho mais certeza. Era tão fácil ir adiante e esquecer que a coisa toda estava errada...

Agora não é mais assim. Não tenho mais sonhos, não sei se posso sonhar. Sempre acabo voltando a este mesmo lugar. Qual caminho deveria ter seguido?

Como seria a vida se a gente não conseguisse se lamentar? E se a gente não conseguisse lembrar? Nunca? Esse negócio de aprender com os próprios erros, quem inventou essa mentira? Só o que se aprende é a sofrer mais antes de cada tomada de decisão.

Não há sensação pior na vida do que aquela de não ter a mínima noção de onde se está e nem de onde se deve – ou se devia – ir...

“Tão cansada que não consigo nem dormir...Desta vez eu realmente me perdi.”

quarta-feira, março 24, 2004

Já sei como o mundo vai acabar!!! Vamos morrer sufocados por gigogas!!!! É sério...se for a mesma que na Rural chamávamos de aguapé, e acho que são, com certeza não temos muito o que fazer...Tiraram toneladas, mas se ficar uma só plantinha...Hum! O tempo de geração delas é menor que o de salmonelas!!! Pensar que há cerca de 3 ou 4 anos (estou velha!) peguei um bote para ir até o centro do lago da Rural coletar sangue dos patos, e agora aquilo não é nem mais um lago, nem um brejo!!! Acabou, os aguapés acabaram com eles!!! E agora chegando até Copacabana...
Outdoor que vi em Big Field, de um curso de línguas: "Aprender espanhol mais fácil, só casando com argentino. Melhor estudar."
Genial!!!

A outra  é mais uma das magavilhas que a Veterinária me proporciona!!! Haha, daria um livro se eu não esquecesse algumas coisas, mas com um pouco de cerveja e um cigarrinho (!) eu vou me lembrando...
Dessa eu lembrei de tanto a Ana falar em portugueses...Lá perto do Pet onde trabalho tem uma lavanderia, cujo dono, Seu Geraldo, é um português que aportou no Brasil aos 22 de idade (não sei quanto tempo faz isso, mas calculo que seja pouco mais novo que meu pai). Ele é bem na dele, mas às vezes pinta na loja, só olha. Conversa apenas com o Renato, o gerente, e animado por este às vezes começa a falar das palavras da língua falada por nossos patrícios bem lá onde ela nasceu...é engraçado!
Pois há algumas semanas, quando Bernardo saiu em lua-de-mel, tive de trabalhar todos os dias...E num dia peguei uma gata enlouquecida, que me arranhou, me sujou e encheu de pêlos inclusive meu jaleco sobressalente. Fui levar para Seu Geraldo lavar...
"Minha filha, que houve???"
"Ah, Seu Geraldo, uma gata doida, vê como arranhou todo o meu braço, minhas mãos..."
"Minha filha..." - Ele olha pra mim com sincera piedade - "Vê se estuda um pouquinho e sai desse lugar, isso aí não é pra você..."
Mal podia acreditar no que estava ouvindo, arregalei os olhos e não sabia se ria ou chorava...
"Hã...Tá bom, Seu Geraldo, mas tenho que trabalhar, né?"
"Mas faz isso, minha filha, estuda mais um pouquinho, faz uma forcinha!!!"
Quase precisei ser carregada para dentro da loja, de volta. Minha chefa e minha mãe quase caíram no chão ao me ouvir contar. No outro dia, fui pegar o jaleco e de novo:
"Minha filha...esse lugar não é pra você!!! Você tinha era que ir pra Portugal e casar com um lindo rapaz português, um homem rico..."
Pelo menos, o motivo alegado foi mais apropriado!!!

segunda-feira, março 22, 2004

Mais uma para o dicionário C.M.A. de superlativos:
Frio = Mais gelado do que cu de foca

quinta-feira, fevereiro 12, 2004

" O u e n t ã o n ã o t e r á s j a m a i s a c h a v e d o m e u c o r a ç ã o . . . "
"Mesmo se eu cantasse todas as canções,
Todas as canções do mundo
Sou bicho do mato, mas
Se você quiser
Alguém pra ser só seu
É só não esquecer: eu estarei aqui."

(Legião Urbana - Eu era um lobisomem juvenil - do ótimo "V")

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Quem se lembra de Information Society?
Ás vezes eu fico lembrnado coisas antigas, quando o que estou passando me faz lembrar o passado, o longíquo e profícuo passado...


"How long
'til you and I can be together?
How long, until we see this through?
How long, untill we know that this is forever?
Should I say I love you?
We've got to see this through
And when the burning leaves are falling
I can always hear you calling
Fearing
That we are losing ground
But in our secret hearts we're knowing
Our love is winter and it's snowing
Falling
Comfort coming down
I cut put you off forever
This longing has no end
Advertising lasts a lifetime
If not now, then when?"
"Não sei se te amo pra sempre
Ou pra nunca mais
Se o futuro é em frente
Ou ficou pra trás
Será que o meu amor
É o que basta para nos salvar
Ou o meu ódio para nos separar?
Amor mais doente
Ódio mais fingido
Difícil de encontrar
Por tanto tempo tem sido assim
Teu jeito de não, minha boca de sim...
Será que algum dia
Eu ainda vou ter de me atirar
De uma ponte, a teus pés,
Ou tanto faz?"

(Herbert Vianna)

terça-feira, fevereiro 10, 2004

Hoje vamos falar dos amigos...
Não contei de um amigo meu, professor de uma certa universidade particular...Ele é professor do curso de Biologia lá...e pediu numa das provas: “Conceitue fecundação interna.” Ao que uma aluna sua respondeu: “É aquela em que o homem coloca até as bolas!!!”
NÃO é piada!!!
Retirado do tag do blog da Ana:
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Tudo isso eu entendi, mas...sbt, Ana???? Por quê???
Por que o meu não tem isso? Não aparece nada em cima???

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

Viajar de trem neste calor é o que há!!!! Não dá pra usar short, porque dá nojo encostar a pele diretamente no banco...mas calça jeans neste calor é que é indecente!!! 
Valeu, Ana!!! Ana gostou dos últimos posts e disse que já são clássicos!!!
Imagina!!!
Post em blog já é out quando você clica em enviar. Praticamente como esses livros que a gente deseja tanto e que custam um dinheirão, não dizem? Que quando são editados, já são ultrapassados.
Mas é legal ter os 15-segundos-de-fama-do-blog-alheio!!! E depois, não se fala em Anos Dourados, Vintage e até andam cultuando os anos 80??? O passado também é hype!!!
Co’né que são????
Hoje bati o recorde: 9,6 kps!!!!!!!!!!!!!!!!
Nasceu Guilherme, dia 4, às 18 horas!!! 

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

Continuando a partir do gancho que a Ana deu, prossigo:

Dicionário C.M.A. de superlativos:
Arrumado – “Mais enfeitado que penteadeira de puta".
Velho – “Mais antigo que cagar de cócoras”
Devasso – “Lá o que menos faz sexo dá a bunda.”
Soluções C.M.A. para quando você quer dizer algo e não encontra palavras:

Algo muito custoso – “Como disse a Madre Superiora na porta do convento: ‘É soda, seu Fócrates!”
Quando quer apelar para orações, mas num momento que seria pecado: “Nossa Senhora do Pão Doce!”
Quando está tudo quase perdido: “Puta que pariu minha sogra!”
Sua paciência no limite: (esse eu não tenho coragem de reproduzir!)

sábado, janeiro 31, 2004

São Paulo tem muita coisa estranha. A gente tem mania de pensar que Rio e SP são as capitais mais desenvolvidas, que como tais devem ter as mesmas coisas...mas nada! Durante o tempo engarrafado na marginal Tietê, na ida e na volta, fiquei pensando algumas coisas...Olhava as placas, via "Zona Leste". Zona Leste???? Como assim Zona Leste??? O Rio não tem Zona Leste! Ah tá, deve ser porque onde ela ficaria, está o mar...E o engarrafamento? Não se vendem Biscoitos Globo no engarrafamento!!! Coisa mais estranha...Carlinhos, habituée de SP, avisa: "Também, biscoito aqui não se chama biscoito, eles chamam bolacha, apesar de eu ter passado estes 4 anos mostrando que na embalagem vem escrito 'biscoito'". 

E como seria escrever esta peça? Alguém falou (deve ser Maulori), e Cátia repetiu, que vírus nunca podem ser referidos na voz ativa. Sempre na voz passiva! Vírus não entram nas células - eles não tem membros locomotores para "andar" até uma célula, muito menos para abrir a porta e entrar nela (estou começando a ficar ridícula...)... É pra se policiar! A gente gasta um tempão tentando convencer os alunos de que os vírus não têm sequer metabolismo próprio, e, quando percebe, está falando coisas como "os vírus penetram na célula e começam a síntese..." Depois não sabemos porque as pessoas odeiam tanto Virologia!
Gripe do frango, hahaha!!! Acho engraçado a forma como a imprensa se refere, como se fosse uma doença de frangos, afinal!!! Até omitem o verdadeiro nome do vírus...que, aliás, acho belíssimo!!! Me remete à Florença, às artes! Maior viagem, nomes de vírus!!! Dava uma peça de teatro...um dia ainda apresento...
- "Ah, às vezes eu também dou uns biscoitos para ele..."
- Que biscoitos, biscrok?
- "Não..." - Cream Crackers? - "Não..." - Maria? -"Não..." - Maizena? -"Não...Fandangos!"
Fandangos realmente não é legal para cães.
Em pé no metrô, vejo um flash disparar. "Quem é o doido que tira fotos dentro do metrô, a não ser alguém quem tenha um Flog?", pensei. Olhei, era um gringo. Gringo com puta, coisa sempre engraçada de ver. 
Duvido que o mundo tenha sido criado debaixo de tanto sol. 
E eu de trem, derretendo. Fico pensando em quanta gente fica pensando que minha vida tem algum glamour. Nada! Fazendo homeopatia, então, deve parecer que sou muito zen. Ter essa imagem de gente feliz da vida.

Eu fui fazer minhas revisões e fico impressionada com algumas coisas. Com gente que não consegue fazer as coisas - "Não consigo dar remédio para o meu cão", ou pior, "Não consigo fazer com que ele coma ou beba água". Se as pessoas não conseguem fazer com que o próprio cão coma, que podemos esperar que mude no mundo???

quinta-feira, janeiro 22, 2004

Me dêem uma indicação de Neurologista que não seja neurocirurgião (porque niguém merece despencar de Japeri, perder dia inteiro de trabalho, esperar e esperar e o cara ter de sair para atender emergência), porque eu já tentei todos os que eu conhecia e os que fui conhecendo (meu primeiro EEG, aos 12 meses de idade; primeira crise, aos 6 anos, daí você vê...)...

E fazer um alerta, pois, como eu, muitos de vocês se matam de trabalhar pra juntar algum. Fui mais uma vítima do péssimo serviço do Banco do Brasil. O pior não foi ter mais de 3 mil reais ganhados com suor e SANGUE retirados de sua conta, ficar negativo, voltarem cheques, perder dias de trabalho tentando resolver, nada disso, pois isso se recupera - ainda que eles não queiram que eu recupere, sempre há um jeito. O pior é a humilhação de ser bombardeada, relatada e olhada como se você fosse o grande golpista que deu um golpe em você mesmo!!! Nunca me senti uma pessoa tão pequena, nunca o meu dinheiro e o meu trabalho tiveram tão pouco valor! Minha própria agência!!! Onde sou correntista não há um nem dois, mas HÁ CINCO ANOS!!!

Tentar conseguir um extra pra sustentar as despesas necessárias enquanto estes TRÊS MESES (!!!!) de investigação não acabam!
Ah, sim! Os cheques que voltarem...devo, não pago, nego enquanto puder, ok?

segunda-feira, novembro 03, 2003

Pra completar...caiu o maior pé d'água, daqueles que não se enxerga nada à frente, molhados até achar o carro (é lógico que a gente não tem 100% de certeza de onde o deixa), ainda saímos errado e nos perdemos no meio de Vilar dos Teles...foi bem pior que Caxias...não tinha uma única placa indicando anything e ainda a chuva apertando, tudo enchendo e num monte de lugar não dava mais pra passar...tinha acabado de estragar todo o nosso passeio e a culpa era minha, só minha...como pesa isso...ainda mais sabendo que o Léo tinha de chegar cedo para dormir bem que ia trabalhar pacas hoje...saiu cedinho...
Quanta merda junta eu fiz!
Morri de sono o dia inteiro...de noitinha fui pra shopping com Léo...Primeiro, que a gente esqueceu da última saída na Dutra...tentamos retornar...e paramos, tipo assim sem alternativa, na linha vermelha...e na linha vermelha não tem retorno! No máximo, umas saidinhas...pois a primeira saída é em Caxias...e, ao contrário da Ilha, não tem como entrar para a outra pista da linha vermelha...Programão de sábado, ficar perdido em Caxias...
Primeiro, aula na auto-escola...uma bosta! Acreditem, fui pra lá para ouvir o cara ler cada coisa da apostila umas 500 vezes com palavras diferentes. Tipo o que a gente fazia nas provas de Deontologia - sabia que isso ia ter volta...E eu quase dormindo...nem fui conversar com o professor, falar que não vou mais às aulas e tals...simplesmente não vou mais!!! Deviam ter duas categorias de provas...uma para pessoas que sabem fazer interpretação de textos...e outra para dummies! (Bem, isso até eu reprovar a escrita...)

quarta-feira, outubro 29, 2003

Hoje eu estava ouvindo isso...putz...que música...
Agora...como é que ninguém percebeu naquela época que se tratava de protesto...
Música linda dessas...
Já chorei com ela apertando o coração...agora ela só me faz pensar no meu laboratório de que sinto tanta saudade...Porque ela fala de você pertencer a um lugar...
Mas sei que não é o lugar...porque o lugar continua lá...mudou pouca coisa...mas mudou tudo...Não tem mais todo mundo...Não tem mais a gente escrevendo nos azulejos, pendurando coisas nas paredes, fazendo vezes de arquiteto, engenheiro, faxineiro...
Ah! Deixa pra lá...Nós somos maiores que isso, e a música continua linda para se chorar de amor por alguém...

"Vou voltar, sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar foi lá é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar uma sabiá...
Vou voltar, sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra de uma palmeira que já não há
Colher a flor que já não há
E algum amor talvez possa espantar
As noites que eu não queria anunciar o dia...
Vou voltar, sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão que fiz tantos planos de me enganar
Como fiz enganos de me encontrar
Como fiz estradas de me perder
Fiz de tudo e nada de te esquecer..."
Querem pior?
Primeiro, encomendei reagentes de uma marca que nunca tinha ouvido falar...justo eu, que tive tantos problemas com placas 96-well flat bottom...tive de desfazer a compra, lógico!
Depois...marco minha defesa de projeto de tese, fazendo ofício e tudo e indo lá no Flamengo para Cláudio assinar isso...quando verifico a agenda...marquei minha defesa para um sábado!!! Fiquei atônita, pois precisava entregar este ofício amanhã...
*
E ainda...fiz minha matrícula na auto-escola, na turma de sábado...e não vou poder ir nenhum sábado!!! Demoro 7 anos para fazer isso...e quando faço, faço tudo errado!!!
*
Pensando bem, não só a vida profissional, né?
Haha...e aula foi assim: chegou um cabritinho com "cólica" e a Rita mandou a gente atender, ao invés de dar aula teórica...quando me abaixei para examiná-lo...ele comeu meus cabelos, e quando eu tirava da boca, ele comia do outro lado...Não bastasse isso, fui dar uns comprimidos para uma pônei - de arnica, claro! - peguei na formiga, coloquei os comprimidos de lado (ela estava pastando), segurei a boca e... quando soltei, ela cuspiu comprimidos+babas+mato mastigado bem no meio da minha cara (estava na altura certinha, né...)!!! Além dos meus óculos ficarem cheios de mato mastigado e babados, meus cabelos ficaram com um cheirinho...
E eu que achava que tinha vivido maiores absurdos na clínica de pequenos!
Minha vida profissional daria...uma comédia!!!
Tempo para postar da carroça da pos-graduação...e tendo que adivinhar as teclas...Que engraçado...
Olha o tempo que eu tenho...meio da aula de Clínica de Poligástricos, enquanto não chega o resto da turma (deveriam chegar 8 hs...)...

segunda-feira, outubro 20, 2003

No dia 1º de outubro resolvi que tinha de começar a mudar alguma coisa...
Estava há 5 anos completamente parada, sem nem subir escada, e decidi que estava na hora de entrar na academia.
Nunca tinha "malhado" na vida, nem tênis eu tinha! Minha mãe me emprestou roupas de ginástica e tênis, pus uma faixa vermelha no cabelo e lá fui eu...
Primeiro, já assustei-me nas medidas: que outra pessoa no mundo tem 38 cm de panturrilha? Deve ser só eu e a Gabrielle.
As outras medidas não me assustaram tanto, mas quando fui parar em frente ao espelho, que coisa, perceber-me a mais branca da academia. Onde é que eu estive esses anos todos????
Terminando a aula, minha face e a faixa dos cabelos tinham a mesma cor.
No dia seguinte, faltei, é claro, porque ninguém é de ferro.
Após a segunda aula, não conseguia nem cruzar os calcanhares, tinha de pegar com a mão, porque as pernas não mexiam. Na semana passada, desmaiei no meio da aula, um vexame! Deve ser muito engraçado tudo isso, porque noto que as pessoas morrem de rir de mim...
E já estou pensando em sair! Esse negócio não está dando nada certo...Fico passando mal durante a aula, e em 16 dias de exercícios engordei mais de 2 kg!
Sabia que esse negócio não podia dar certo pra mim...não vejo a hora de conseguir voltar ao balé...